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O Brasil é governado por um psicopata sem qualquer escrúpulo ou qualquer preocupação pela vida humana e que acredita piamente nas loucuras que fala — que são basicamente ódio em todas as suas representações e negacionismo científico com doses cavalares de burrice e da mais completa, primordial e pura estupidez.

Mas esse nem é o pior dos problemas. Ele foi eleito. E foi eleito sem esconder nada desse discurso. Bolsonaro sempre foi ódio puro, sempre foi um doente perigoso, sempre pregou homofobia.

E mesmo nunca escondendo quem ele era e é foi eleito. E segue tendo apoio de 30% da população. O nosso buraco é muito mais embaixo do que só derrotar Bolsonaro (que já é um desafio tremendo), mas passa por derrotar sua ideologia — ou o conjunto de ideologias que o sustentam, que é um catch-all de direita que vai do tio do pavê ao neonazista que espanca travestis na rua, tudo junto e misturado. …


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Theo, um jovem de 14 anos que vive no Rio de Janeiro, sofre de um tipo de epilepsia que causa crises de ausência — convulsões que levam a lapsos de consciência. “Não são exatamente essas convulsões que conhecemos onde a pessoa cai no chão, mas elas são desafiadoras e difíceis de controlar e têm um impacto sobre sua qualidade de vida”, disse a mãe de Theo, Rita Carvana, à Filter. Theo foi diagnosticado quando tinha 12 anos. O primeiro medicamento prescrito por seu neurologista teve pouco efeito. O segundo tampouco teve grande efeito. Carvana decidiu experimentar a cannabis ou maconha medicinal. …


A certeza, hoje, no Brasil, é de que tais “coletivos” e atitudes SJW’s deixaram a internet e começam a tomar conta de amplos setores da esquerda. É preocupante. Mas é importante deixar uma coisa clara: Precisamos do movimento feminista e do feminismo, precisamos do movimento negro e do movimento LGBT. Precisamos de militância social que defenda minorias, que lute por direitos (humanos). Mas o que não precisamos é que pessoas com claros problemas psicológicos e comportamentais sequestrem tais movimentos e o usem para pregar ódio ou fazer propaganda política mal disfarçada.

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Há muito tempo eu e outros ativistas e defensores dos direitos humanos alertamos para o perigo do crescimento dos chamados “Social Justice Warriors (SJW)” (Guerreiros da Justiça Social, em tradução livre), os fanáticos que se comportam como seita em “movimentos identitários” dizendo defender causas sociais, mas que se limitam a buscar holofotes e a espalhar ódio — ao mesmo tempo em que prejudicar diversas causas ao afastar aliados e transformar a todos em inimigos.

Estes movimentos são chamados por alguns de pós-modernos, por outros de “identitários”, ou mesmo de “justiceiros sociais” mas no fim são apenas “odiadores profissionais”. Nos EUA, existe um movimento muito forte, em especial nas universidades. Mas, no Brasil, este tipo de manifestação é um fenômeno recente que adota linguajar e maneirismos importados que, na maioria das vezes, simplesmente não se encaixam na realidade brasileira (na verdade não se encaixa em lugar/realidade alguma. Mas não importa). É preciso deixar claro que esses “ativistas” querem holofote e farão tudo para atacar o trabalho e a militância alheia e jamais buscam construir.


Nas eleições brasileiras, como explicar o crescimento do fundamentalismo evangélico e qual o papel dos pastores progressistas?

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Conversei com os pastores batistas Levi Araújo e Guilherme Burjack, além do doutor em antropologia e coordenador do projeto “Diversidade religiosa nas escolas” Silas Fiorotti, para entender o papel do conservadorismo religioso, em particular evangélico, nas eleições para vereador e prefeitos. Além disso, conversei com eles sobre como se comporta o eleitor evangélico, qual o poder efetivo de pastores e lideranças

Pastor Levi Araújo:

1) Religião sempre teve um papel de destaque nas eleições brasileiras, mas há algo de diferente hoje (com Bolsonaro e o crescimento do número de eleitores evangélicos, etc)?

Desde quando a os europeus chegaram às terras nativas brasileiras, desde as Capitanias Hereditárias, a religião sempre teve destaque e ingerência nos palácios do Poder. Passando pelo Império e pela Republica, os poderosos e os religiosos sempre souberam cuidar da comunhão de interesses dos poderosos da politica e da economia. Com a maioria dos pastores evangélicos a lógica é a mesma, ao seu modo, espiritual e teologicamente, eles acreditam que estar no poder e ao lado dos poderosos é a vontade de Deus. …


O Cientista Alexandre Araújo Costa explica os desafios que aguardam a humanidade no pós-pandemia e a urgência de mudanças na forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o meio ambiente

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Alexandre Araújo Costa é físico, doutor em Ciências Atmosféricas pela Universidade Estadual do Colorado, professor na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e um ambientalista brasileiro de renome internacional.

O seu nome é lembrado em qualquer debate sobre mudanças climáticas e desafios ecológicos para o futuro e o seu trabalho não se limita apenas ao mundo acadêmico. Ele também tem atuação ativa na política (foi candidato a deputado federal pelo Partido Socialismo e Liberdade, PSOL), para além de atuar como divulgador científico nos meios de comunicação e redes sociais.

Conversei com Costa sobre os desafios ambientais que se avizinham, particularmente face à crise provocada pela pandemia de Covid-19. …


Uma lei que pretende reprimir fake news comprometeria a liberdade de expressão dos cidadãos.

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O Brasil está lutando contra uma crise de desinformação. Para resolvê-la, o país deveria investir em educação e responsabilizar os financiadores das redes de fake news. Em vez disso, o Congresso Nacional brasileiro está considerando uma legislação que violaria a privacidade e a liberdade de expressão dos 137 milhões de internautas do país.

Vários membros e apoiadores do governo de extrema-direita do presidente Jair Bolsonaro estão sendo investigados por divulgarem notícias falsas durante as eleições. Esses indivíduos alegadamente mantiveram uma rede robusta para disseminar desinformação sobre rivais políticos e jornalistas. …


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Photo by Marc Sendra Martorell on Unsplash

Bom texto do Marlos Ápyus. Concordo com a conclusão, mas é impossível não ter um pé atrás: Sim, o Estado tem que entrar na questão, mas… como? A lei das fake news é horrorosa e em geral leis sobre internet são feitas por legisladores que pedem pras secretárias imprimirem seus e-mails. Os caras não entendem lhufas de tecnologia, não entendem os termos, enfim, acham que censurar é o caminho a seguir e privacidade é um conceito vago ou inexistente em suas cabeças.

Se por “Estado” a questão passar antes por movimentos e ativistas, a coisa melhora, mas só um pouco — a luta pelo Marco Civil da Internet foi longa e difícil e não faltam tentativas legislativas de passar por cima do MCI, como a própria Lei das Fake News aprovada no senado. …


I had the worst time renting a car with a local Belgium car rental company. In fact, I wasn’t even able to rent one. Someone from a group of expats told me they are the Ryanair of car rentals… and it’s actually worse.

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[PT-BR version below]

I decided to rent a car to enjoy the summer out in the woods. I did the whole process online with a small Belgian company, with whom I had rented a van a few months before to move to my new apartment.

Suffering xenophobia was never something that crossed my mind. Born in Brazil, I’m (very) white and I have blue eyes, and if I don’t open my mouth any Belgian would consider me as “part of the group.”

In fact, I’m a Portuguese citizen and it was a document from that country that I presented — next to my Spanish driver’s license. But in Belgium, prejudice is not only of colour, but also against any foreigner — and Portuguese perfectly fit the definition. …


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Photo by Aarón Blanco Tejedor on Unsplash

It is not a novelty that FOMO is an immense problem in hyper-connected societies. We have our mobile phones always at hand, ready for a quick look at the latest news or the results of the championship of your favourite sport. Staying 5 minutes disconnected is often a real pain, an impossibility.

For freelance journalists the situation ends up being even more complicated, because in addition to the natural curiosity, our work depends on hyper connection and always being connected in the news. Looking at the cell phone constantly is not an option, but sometimes an important part of our work. …


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Em 2016, Matt Rivitz criou o Sleeping Giants, um perfil no Twitter dedicado à denunciar anúncios de grandes marcas em sites conservadores. Com alguns cliques, Rivitz ajudou a catalisar um movimento político internacional.

Depois de ter enorme sucesso ao pressionar pela retirada de milhões de dólares de sites e organizações de notícias de extrma-direita nos EUA, como Breitbart e Fox News, sua idéia acabou se espalhando pelo mundo e chegou ao Brasil onde, em menos de um mês, o perfil Sleeping Giants Brasil conseguiu rapidamente convencer diversas marcas a retirar anúncios do Jornal da Cidade Online, considerado um dos maiores porta-vozes e propagadores de desinformação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. …

About

Raphael Tsavkko Garcia

Journalist, PhD in Human Rights (University of Deusto). MA in Communication Sciences, BA in International Relations. www.tsavkko.com.br

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